Eu gosto de encontrar coisas na internet. E de acompanhar blogs. E de descobrir pessoas, talentos de pessoas, amigos que nunca me conhecerão. O Fabricio Capinejar eu acompanho há tempos. Comecei a acompanhar sua escrita quando fui mãe e me envolvi com a literatura aconchegante sobre os filhos. E foi ótimo ler o Meu filho, Minha filha, esse aconchego sob a ótica de um pai. Depois descobri a coluna dele na Crescer. E o blog dele, aqui. E hoje o considero um dos maiores poetas brasileiros da atualidade.
E nessa de seguir o Carpinejar, eu descobri o blog do Vicente, um menino de 7 anos que já é poeta com a naturalidade e a sabedoria típicas da infância. Isso faz dele ainda melhor poeta do que o pai.
Depois de descobrir o Vicente, eu descobri a Cínthya. Engraçado é pensar que toda essa gente nem desconfia que eu existo. E nem precisam. Saber a identidade de cada leitor tiraria um bom tanto da naturalidade de blogar e só quem bloga sabe o quanto é confortável o não saber e o anonimato dos que te seguem.
Ontem descobri que a Cínthya compõe e grava aqui. Lembrei dos meus longínquos 15 anos, quando eu também compunha. E tirei a poeira do violão, para a melancolia tomar conta dos meus dedos enferrujados. Tocar violão não é como andar de bicicleta. Definitivamente. Bom, então deixa que a Cínthya toca.