18.11.09

A quem interessar possa...

blog hibernando por tempo indeterminado.

27.10.09

Melhores pastéis de São Paulo e do Rio

São Paulo elegeu o melhor pastel da cidade, entre mais de 700 barraquinhas de feiras livres paulistanas.
No Rio, já dei o meu voto para um.
Quem mais quer votar?

26.10.09

Duas do Carpinejar sobre a fidelidade

Sou fã compulsiva e incondicional do Fabricio Carpinejar. Esta no meu pódio de poetas contemporâneos preferidos. Acompanho o blog dele com voracidade e, a cada texto novo, uma alegria.
Abaixo transcrevo dois sobre um mesmo tema, a fidelidade.
Os originais, aqui.

OU ENTRA EM TRATAMENTO OU TERMINA O NAMORO

Fabrício Carpinejar

A infidelidade já não é um problema, e esse é um problema. Tudo é normal, ou nos normalizamos rapidamente com qualquer coisa, a tal ponto que não existe anormalidade.

Ter uma iniciação sexual com cabra, participar de swing comunitário, revelar seus desejos por uma cicatriz na perna; nada mais assusta. Nada mais é motivo de pânico e debate para fechar um bar. O cineasta Walther Hugo Khouri não acharia mais nenhum tema para polemizar. Morreu antes dos tabus entrarem em crise criativa.

Depois do sexo livre, da amizade colorida e do mergulho na lama, a monogamia virou um preconceito.

Os terapeutas, psicólogos e psiquiatras ajudaram a tornar o dia-a-dia viável. Em contrapartida, as próprias traições. Óbvio que eles não têm culpa disso. Ninguém deve guardar culpa de nada.

A moral agora é não sofrer com a moral, o que parece um paradoxo. Temos que nos aceitar como não somos.

Você trai, logo confessa para o terapeuta e se acostuma com a idéia. Busca capturar o motivo de pular a cerca – aprende que não importa o resultado, o propósito é descobrir a origem da compulsão. E pula a fazenda inteira para respeitar a naturalidade das suas atitudes. Mergulha numa nova fase: a palavra alivia o silêncio; lavou na palavra, está novo.

Antes os casais se traíam para procurar uma satisfação que não encontravam no casamento. Hoje você pode estar satisfeito no casamento e ainda trair. O prazer em dia não é o bastante para segurar o amor. Os pares querem fantasias. Há uma obrigação pelas fantasias. Quem não tem uma fantasia exótica fora de casa não é moderno. Quem não tem uma fantasia extravagante fora do corpo não é pós-moderno.

E fantasia não é planejada. É na hora, do jeito que vier, pelo desafio, no calor da casualidade. Quanto maior a surpresa, maior o arrebatamento. A fantasia é incontrolável, contrariando em cheio o voto e o esforço de um casamento. Fácil de ser justificada; basta alegar que foi um disparate, uma atitude impensada. Não tem que prestar contas e cuidar do reencontro. Essencialmente provisória. Como uma bebedeira.

Um amigo, por exemplo, acabou pressionado pela namorada a resolver sua obcecada canalhice. Não admitia a fragilidade dele nas noitadas, os olhares lânguidos por baixo dos panos e das pálpebras, os esbarrões involuntários e o papo fiado com a mulherada nos corredores. Levantou a bandeira: ou entrava em tratamento ou ela terminava com o namoro. Apaixonado, ele desistiu de sua desconfiança com o consultório, que julgava perda de tempo, e assumiu o vício.

Ao invés de trair menos, passou a trair mais para arrumar assunto com o terapeuta. Está com analista até hoje – a única relação que perdurou em sua vida.


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Domingo, Outubro 25, 2009
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INFIDELIDADE FEMININA

Fabrício Carpinejar

Não sei se as mulheres sabem trair melhor os homens ou eles são tão ciumentos que não escolhem os verdadeiros indícios.

Certo é que os homens são precipitados, revelam suas escapadas para tentar inclusive salvar o casamento. Ficam engatilhados com o pecado, ansiosos, esperando o primeiro cutucão do silêncio para disparar a confissão (o negócio é deixar a televisão sempre ligada). As mulheres só revelam como um ultimato, quando estão dispostas a terminar de vez com o casamento e não acharam nenhuma maneira cortês de mandá-lo embora.

O homem é corno desde o ventre, quando perde a exclusividade de sua mãe. Depois resta como consolação ser manso ou ativo.

Por prevenção, repasso dicas para se manter atento às investidas dela.

As traições femininas costumam irromper no ambiente de trabalho. Com a falta de tempo, o entusiasmo sexual se revela pela cumplicidade profissional. Não será muito longe do escritório. Ela vai começar a elogiar uma parceria, dedicar-se a um projeto com uma disposição sobrenatural, tomando as horas de lazer e os finais de semana. Não falará de outra coisa e se penalizará diante do término da sexta-feira. Pode esquecer a sesta. Qualquer reclamação de sua parte cairá mal, como ciúme da independência dela. Não há o que palpitar, todo comentário correrá o risco de ser enquadrado como machismo.

Diante da inoperância de sua reação, ela vai elogiar o sujeito daquela parceria, destacar o raro entendimento dos problemas, a afinidade de preferências e escolhas.

Entrou no jogo de insinuações, sem nota fiscal. Tipo assim: você não é aquilo que ele é.

Controle-se, ainda não é oportuno meter o bedelho, apesar de perceber que o cara se tornou assunto obrigatório e referência constante nas conversas. Deve compreender que ele levantou a estima de sua parceira e, por conseqüência, possibilitou sua sonhada liberação para o futebol. É um amigo, coloque na cabeça, não é elegante isolá-la das amizades heterossexuais. Soa como tirania. Precisa confiar. Cuidará antes da úlcera que surgiu, sem explicação nenhuma, na última semana. Volte para academia e tome menos café.

O próximo passo é definitivo. Num jantar prosaico, com o claro objetivo de relaxar, ela criticará abertamente a namorada dele com uma paixão incomum, unicamente vista no início da relação de vocês. Comentará defeitos, exemplificará cenas de descaso e abrirá detalhes estranhos do convívio dos dois. Em seguida, sentirá uma coceira na garganta: “Como ela conhece tanto?” A coceira atinge à úlcera que não teve tempo de curar: “Será que ela confidencia o mesmo de mim?”

Duro aturar o processo, mas permaneça tranqüilo, enfrentou o pior com dignidade; ela não dirá mais nada pela frente. É o momento de procurar ajuda. Ou porque ela está o traindo ou porque você está seriamente paranóico.

21.10.09

Programa com charme


Sou fã do Meza Bar. Comidinhas maravilhosas, drinques bem temperados, ambiente cool, boa música... Opa, falando em música, o DJ Corello, residente do baile charme do viaduto de Madureira, toca no bar gourmet do Humaitá terça que vem, às 22h. É a quinta edição do Vinil no Meza, projeto que recebe um DJ mensalmente para azeitar ainda mais trilha sonora do lugar, sempre com vinil. Imperdível.

Gastronomia nos arredores



Esse fim de semana, a boa é ir para Búzios.
Rola o festival gastronômico que une 40 restaurantes do balneário servindo entradas, pratos e sobremesas a preços populares.
Mais aqui e no site oficial do festival.

20.10.09

Ele vai tocar na Zona Sul...



Cool à beça. DJ Corello, residente do Baile Charme do Viaduto de Madureira, vem tocar na Zona Sul. Mais detalhes daqui a pouco.

14.10.09

Quarta edição da Santa Art Magazine


Programinha para sexta, depois do trabalho.
Com shot bar do Fabio Battistella, do Meza Bar.

13.10.09

Alguns encontros de navegante

Eu gosto de encontrar coisas na internet. E de acompanhar blogs. E de descobrir pessoas, talentos de pessoas, amigos que nunca me conhecerão. O Fabricio Capinejar eu acompanho há tempos. Comecei a acompanhar sua escrita quando fui mãe e me envolvi com a literatura aconchegante sobre os filhos. E foi ótimo ler o Meu filho, Minha filha, esse aconchego sob a ótica de um pai. Depois descobri a coluna dele na Crescer. E o blog dele, aqui. E hoje o considero um dos maiores poetas brasileiros da atualidade.
E nessa de seguir o Carpinejar, eu descobri o blog do Vicente, um menino de 7 anos que já é poeta com a naturalidade e a sabedoria típicas da infância. Isso faz dele ainda melhor poeta do que o pai.
Depois de descobrir o Vicente, eu descobri a Cínthya. Engraçado é pensar que toda essa gente nem desconfia que eu existo. E nem precisam. Saber a identidade de cada leitor tiraria um bom tanto da naturalidade de blogar e só quem bloga sabe o quanto é confortável o não saber e o anonimato dos que te seguem.
Ontem descobri que a Cínthya compõe e grava aqui. Lembrei dos meus longínquos 15 anos, quando eu também compunha. E tirei a poeira do violão, para a melancolia tomar conta dos meus dedos enferrujados. Tocar violão não é como andar de bicicleta. Definitivamente. Bom, então deixa que a Cínthya toca.


9.10.09

Press & Fofoca

Para quem está no twitter e gosta de fofocas de bastidores das redações, assessorias e mercado de comunicação em geral, a Rádio Coleguinha segue bem essa linha.

Veja Rio Comer & Beber 2009/2010

Particularmente adorei as novas categorias, apesar de alguns resultados um tanto esquisitos. Mais aqui.

29.9.09

Do Japão para o Leblon, via São Paulo



O premiado Shin Koike vem para um jantar exclusivo no Mok Sakebar.
Detalhes aqui.

18.9.09

Sobre a insegurança nos túneis da cidade

Essa que vos fala hoje deu depoimento para o RJTV, nessa matéria aqui.

Bom dia, Vietnã!


O Sawasdee Bistrô estreia hoje o Festival Sabores do Vietnam, com menu elaborado pelos chefs Marcos e Thiago Sodré. Boa pedida para quem gosta de se aventurar gastronomicamente. O menu custa R$ 95 com entrada, dois pratos e sobremesa, tudo como manda o figurino vietnamita. E se a idéia é embarcar numa viagem, nada de hashi ou talher. A onda para alguns pratos ali é comer mesmo com a mão, num autêntico finger food. Você vai montando a salada, temperando e levando à boca, assim como os rolinhos, para serem comido com os dedos.
Para começar, Goi Cuon, rolinhos de papel de arroz com vegetais ao molho cítrico. O primeiro prato é o Pho Bo, um consomê de ossobuco com lâminas finíssimas de vitela, massa de arroz e ervas frescas. O principal, Ho Chi Minh, é um combo criado pelos chefs e batizado com o nome de uma cidade vietnamita. Nele, Bun Cha, carne de porco grelhada, marinada durante 24 horas com melado, cebola e nampla, e servida com ervas frescas – coentro e manjericão -, molho agridoce, acompanhada de folhas de alface crocante e massa de arroz; Cha Gio, rolinhos de camarão, frango e macarrão celofane; e Cha Trung Hap, torta de peixe e siri ao molho de coco e ovos, cozida no vapor, e servida numa cestinha de folha de bananeira. O cake coco e tapioca com calda de caramelo e flocos de coco fresco encerra o passeio.

Na foto acima, uma pequena amostra do que rola por lá. É embarcar com a certeza de que não será viagem perdida.

17.9.09

Programinha cool

15.9.09

GastronoBeer


Leia mais no Menu da Poulain.

11.9.09

Carnaval cubano em Santa Teresa


Eu morei 28 anos em Santa Teresa e que saudade sinto daquelas ruas bucólicas, do clima interiorano, do barulho do bonde descendo a rua... do carnaval... e por falar em carnaval, domingo, 13/09, tem a 7ª edição do Chama o Raul!, na Livraria Largo das Letras, no Largo dos Guimarães. Além de carnaval cubano com o Bloco de Conga, terá palestra com Yaffa Alvarez, diretora do Instituto Cubano de Arte Cinematográfica, e exibição de curtas produzidos pelo instituto, que é o responsável pelas maiores produções audiovisuais da ilha.

Livraria Largo das Letras. Largo dos Guimarães, s/n, Santa Teresa — 2221-8992. Dom, dia 13, às 18h. Livre. De graça.

Convitinho


Leia mais aqui.

10.9.09

Direto do Baú do Raul

Os Macraios têm um som incrível, misto de Raul com The Doors e outras coisas nessa linha, com psicodelismo à flor da pele, sem ser over. Fica a dica para quem gosta de novidades. Eles são recém-saídos do forno.

9.9.09

Para quem tem pequenos chefs em casa


Um brinde a Saul Galvão



Tem um post em homenagem a ele também aqui.

7.9.09

Dorme com um barulho desses

"Baixa" gastronomia...



Um pouco sobre a feira mais democrática da cidade aqui.

3.9.09

Acessem!

A A.Poulain escreve aqui e aqui no youPode.
Também no youPode escrevem Moacyr Luz, Chico Alencar, Adriana Kastrup, Rodolfo Bottino e mais alguém que pode te interessar.

2.9.09

Ale Forbes e o mistério do L´Atelier Paulista

A Alexandra Forbes foi atrás e desvendou o mistério do L´Atelier de Joel Robuchon em São Paulo.
Confiram aqui.

A piada da Anvisa e a campanha da Roberta Sudbrack

A Anvisa proibiu a comercialização da flor de sal no Brasil baseada numa lei de 74 que diz que todo o sal consumido e comercializado no país receba uma dose extra de iodo. Parece ou não piada manipular a flor de sal? Conclusão: os fornecedores estão de mãos amarradas e os chefs, com razão, para lá de revoltados.
A Roberta Sudbrack, nossa talentosíssima chef cinco estrelas, criou ontem um manifesto twitteiro em prol da flor de sal. E fez um post em seu Sudblog explicando a situação.
Se você não está levantando uma bandeira hoje, sugiro que segure essa.

1.9.09

Fofurices

Duas coleguinhas que contribuem para um mundo mais lindo e cor de rosa.
A Jana Magalhães, com suas lindas ilustrações, colírio para os nossos olhos e cobertor para nossos corações.

E a Marília Fonseca, com seu Mundo de Coisas, com joias raras como os vestidos mexicanos feitos pelas artesãs indígenas de Oaxaca.


Desfrutem.

27.8.09

Numa onda diferente...



A letra é incrível, proporcional ao talento do Belchior. E esse arranjo é um dos melhores. Mesmo os que não curtem, desfrutem.

18.8.09

Caçarola lá de casa

Olha que legal.
Adoro o aconchego do Bar Urca e mais ainda esse approach com a clientela.

17.8.09

7.8.09

Para quem gosta de roteiros



O livro nasceu da última ida da Danuza Leão à Europa e foi escrito com base nas suas anotações de viagem. Dicas de gastronomia, compras, passeios e hotéis em Sevilha, Lisboa, Paris e Roma. A Feria de Sevilha, os doces portugueses, as tentações consumistas parisienses e os românticos romanos em alta num texto irreverente e irônico. Vale a pena, principalmente para quem está em fase viajando no sofá.

Segunda chapa quente

27.7.09

Garota bossa nova...

23.7.09

Alice...por Tim Burton

22.7.09

Sede não é nada, imagem é TUDO

Para futuros chefs